
Indústria Forte
Produtividade, inovação e enfrentamento ao Custo Brasil para recuperar nossa competitividade global.

Minha visão
Não falo de teoria, falo de vivência. Vi de perto fábricas fecharem e postos de trabalho qualificados desaparecerem porque o "Custo Brasil" tornou inviável produzir aqui. A desindustrialização do nosso país é uma tragédia silenciosa que exporta nossos empregos e nos torna dependentes de fora.
Recuperar a força da nossa indústria não significa protecionismo arcaico, mas sim competitividade moderna. Precisamos de uma política industrial séria que foque em reduzir custos de produção, integrar o Brasil às cadeias globais de valor e fomentar a inovação tecnológica. Uma indústria forte é o motor que puxa o PIB, qualifica a mão de obra e traz soberania econômica.


Indústria: ao longo da minha trajetória profissional, testemunhei de perto a decadência da indústria nacional: fábricas fechando, empresas sendo vendidas, empregos eliminados. Esse processo não foi algo distante — vivi as consequências diretamente, dentro das organizações. A resposta passa por enfrentar o Custo Brasil e construir políticas públicas específicas para o setor. Uma indústria mais forte significa elevar sua participação no PIB, com foco em inovação, produtividade, integração global e geração de empregos qualificados.
CUSTO BRASIL : O chamado Custo Brasil não é um conceito abstrato criado por economistas. É a realidade que sufoca empresas, destrói empregos, reduz salários e empurra investimentos para outros países.
Enquanto o mundo disputa fábricas, tecnologia e capital produtivo, o Brasil continua dificultando a vida de quem produz. Empreender aqui virou enfrentar um labirinto de burocracia, insegurança jurídica, impostos complexos, crédito caro, infraestrutura precária e excesso de intervenção estatal.
O resultado está diante dos nossos olhos: desindustrialização, perda de competitividade, fuga de investimentos e empresas transferindo operações para mercados mais previsíveis e eficientes.
O problema atinge praticamente todas as etapas da atividade produtiva:
• Abrir um negócio
• Financiar o negócio
• Empregar capital humano
• Dispor da infraestrutura
• Acessar insumos básicos
• Atuar em ambiente jurídico-regulatório eficaz
• Integrar com cadeias produtivas globais
• Honrar tributos
• Acessar serviços públicos
• Reinventar o negócio
• Competir e ser desafiado de forma justa
• Retomar ou encerrar o negócio
Defender competitividade não é defender privilégios.
É defender produtividade, inovação, investimento, empregos qualificados, renda e crescimento sustentável.
Precisamos de um Estado mais eficiente, previsível e orientado a resultados — que facilite a vida de quem produz, em vez de transformar o empreendedor em inimigo.
O QUE PENSO
01. Destravar a regulação e garantir segurança jurídica
Instituir prazos e ritos padronizados no licenciamento estadual, integrar órgãos e responsabilizar atrasos. Estimular autorregulação empresarial com certificações e conformidade, reduzindo insegurança jurídica e acelerando investimentos produtivos.
02. Destravar a abertura de empresas
Integrar CETESB, Vigilância Sanitária, Bombeiros, prefeituras e demais órgãos em processos digitais com prazos claros, menos burocracia e responsabilização por atrasos, eliminando exigências conflitantes que travam investimentos, expansão e geração de empregos em São Paulo.
03. Digitalizar e simplificar a vida das empresas
Integrar sistemas estaduais e municipais para digitalizar licenças, fiscalizações e processos regulatórios, com requisitos e informações unificadas, transparência de prazos e menos burocracia, reduzindo custos, insegurança jurídica e dificuldades para abrir, operar e fechar empresas.
04. Qualificar normas e reduzir o custo regulatório
Exigir análise de impacto regulatório, revisar normas obsoletas e adotar equivalência regulatória baseada em benchmarks internacionais, evitando exigências duplicadas e ampliando previsibilidade para empresas e investidores.
05. Modernizar regras e reduzir o custo regulatório
Atualizar normas estaduais com referências internacionais, exigir análise de impacto regulatório e eliminar regras obsoletas, reduzindo burocracia, duplicidade de exigências e insegurança jurídica para acelerar investimentos e fortalecer a competitividade da indústria paulista.
06. Fiscalizar com inteligência e foco em conformidade
Priorizar orientação, correção voluntária e prazos de adequação antes de sanções, elevando a conformidade regulatória sem transformar a fiscalização em obstáculo à atividade produtiva.


07. Planejar infraestrutura e proteger investimentos
Integrar transporte, logística, saneamento, energia e infraestrutura digital em planejamento estadual de longo prazo, com critérios técnicos, metas claras, ganho de escala e redução de prazos, diminuindo gargalos e aumentando a eficiência do gasto público.
08. Expandir conectividade e desenvolvimento no interior
Ampliar infraestrutura digital e telecomunicações no interior paulista para atrair empresas, estimular inovação, descentralizar investimentos e gerar empregos qualificados fora dos grandes centros urbanos.
09. Garantir energia competitiva e segura
Estimular eficiência energética, modernizar redes de energia e gás natural e ampliar geração, transmissão e distribuição para reduzir custos, aumentar competitividade e diminuir riscos de abastecimento para empresas e indústrias paulistas.
10. Transformar São Paulo em líder da transição energética
Fortalecer etanol, biogás e biometano como motores da nova economia energética paulista, modernizando o setor sucroenergético e atraindo investimentos, inovação e empregos de alta produtividade para o Estado e reorientando incentivos hoje focados no carro elétrico.
11. Colocar aumento de produtividade no centro das políticas públicas
Adotar produtividade como meta central do desenvolvimento estadual, orientando investimentos, programas e avaliações de desempenho para elevar renda, competitividade industrial e sustentabilidade fiscal.
12. Acelerar a modernização da indústria paulista
Estimular digitalização industrial, adoção de Lean Manufacturing e modernização do parque fabril com novas tecnologias ou retrofit, combinando crédito e incentivos para reduzir desperdícios, custos, obsolescência e emissões.
13. Combater concorrência desleal e ilegalidades
Integrar fiscalização tributária, trabalhista, regulatória e de segurança pública para enfrentar sonegação, dívidas trabalhistas, crimes ambientais, pirataria, dumping, uso indevido de incentivos e circulação de mercadorias ilícitas.
14. Cortar privilégios e cobrar resultados dos incentivos
Fiscalizar benefícios fiscais e combater subsídios ineficientes, privilégios e reservas de mercado sem transparência ou retorno efetivo, garantindo concorrência mais justa e melhor uso do dinheiro público em São Paulo.
15. Estruturar polos industriais competitivos
Criar polos industriais e revitalizar os existentes com pré-licenciamento, infraestrutura adequada, coordenação Estado–municípios e governança local, preservando empresas e empregos e viabilizando investimentos em modernização.
16. Organizar a política industrial do Estado
Reorganizar a política industrial paulista com coordenação executiva clara ou secretaria dedicada, metas objetivas e integração entre licenciamento, infraestrutura, crédito e incentivos, com controle orçamentário, fiscalização e indução de prioridades pela Assembleia Legislativa.
17. Criar a Frente Parlamentar por São Paulo Competitivo
Articular empresas, especialistas e parlamentares para alinhar projetos e prioridades com a agenda nacional de competitividade (Frente Brasil Competitivo), fortalecendo o ambiente de negócios, a indústria paulista e a geração de renda no Estado.
18. Simplificar impostos e reduzir burocracia fiscal
Digitalizar serviços tributários, simplificar processos estaduais e reduzir burocracia fiscal para diminuir custos administrativos, dar mais previsibilidade às empresas
19. Facilitar a regularização e o encerramento de empresas
Simplificar processos administrativos estaduais ligados à regularização e baixa de empresas, reduzindo burocracia, custos e demora para que empreendedores possam reorganizar negócios, encerrar atividades com segurança jurídica

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Marcelo Faro
Engenheiro, gestor e um cidadão indignado. Trabalhando para trazer a eficiência e a seriedade da iniciativa privada para a gestão pública. Por um Brasil com mais mérito e menos privilégios
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