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Gestão eficiente das universidades públicas e fomento ao ensino profissionalizante

Gestão técnica com meritocracia nas universidades e ensino profissionalizante conectado à demanda real do mercado.

Minha visão

Existe um abismo entre o que se ensina e o que o mercado precisa. Enquanto nossas universidades públicas muitas vezes se perdem em discussões político-ideológicas e má gestão de recursos bilionários, temos um apagão de mão de obra técnica no país. Temos jovens sem perspectiva de trabalho e empresas sem conseguir contratar profissionais qualificados.

A educação precisa ser a ponte para a dignidade e a renda. Defendo uma gestão técnica e eficiente nas universidades, focada em pesquisa de ponta e retorno à sociedade. Simultaneamente, precisamos resgatar com urgência o ensino profissionalizante, conectando escolas técnicas diretamente com o setor produtivo. O diploma deve ser uma ferramenta de transformação real de vida, não apenas um papel na parede.

Universidades: durante minha graduação na USP e em atividades voluntárias mais recentes, observei com clareza o desperdício de recursos e a politização excessiva nas universidades públicas. É indispensável avançar na fiscalização e na profissionalização da gestão universitária, garantindo que essas instituições cumpram sua missão com responsabilidade acadêmica e eficiência na aplicação dos recursos.

Ensino profissionalizante: ao longo da minha trajetória profissional na indústria, vivenciei a dificuldade recorrente de formar e contratar mão de obra técnica qualificada. Essa escassez é estrutural e afeta diversos setores. Quase 25% dos jovens não estudam nem trabalham, evidenciando um descompasso entre o sistema educacional e as demandas reais da economia. Nas últimas décadas, observou-se a degradação do ensino profissionalizante. O programa Jovem Aprendiz trouxe oportunidades para alguns segmentos, mas, na prática, tornou-se um entrave ao desenvolvimento econômico e à ocupação produtiva de muitos jovens, ao impor obrigações pouco alinhadas às necessidades do mercado. É necessário reconstruir o ensino técnico, por meio da aproximação entre escolas técnicas, governos e setor produtivo, através de planos de longo prazo baseados em demanda real, empregabilidade e atualização tecnológica. Um ensino profissionalizante forte é essencial para ampliar renda, produtividade e inclusão social sustentável.

O QUE PENSO

01. Implementar a meritocracia nas universidades públicas paulistas

Vincular parte do repasse orçamentário às taxas de conclusão — gerais e de ingressantes por cotas sociais — e à empregabilidade dos egressos, incluindo mercado de trabalho, pós-graduação com bolsa de pesquisa ou empreendedorismo formalizado. Instituir bonificação por desempenho da universidade e remuneração variável para departamentos — docentes e servidores — com base em indicadores objetivos e auditáveis de qualidade do ensino, impacto da extensão e relevância da pesquisa.

02. Modernizar a gestão e a governança das universidades públicas paulistas

Transformar universidades em Organizações Sociais, adotar seleção técnica de dirigentes, impor limites fiscais, integrar ativos e docentes entre instituições, aumentar transparência orçamentária e reduzir a politização, priorizando gestão profissional, eficiência do gasto e foco acadêmico.

03. Assegurar permanência, nivelamento e sucesso acadêmico dos ingressantes por cotas sociais

Garantir a formação dos que ingressam nas universidades públicas paulistas por meio da concessão automática de bolsas de permanência, apoio efetivo à alimentação, transporte e moradia em valores compatíveis com o custo real. Conceder de computadores e tablets. Tornar obrigatório o nivelamento técnico inicial, com programas estruturados de reforço acadêmico e implementar acompanhamento pedagógico contínuo ao longo da trajetória universitária, reduzindo evasão, reprovação e desperdício de recursos públicos.

04. Aumentar a proporção de cursos em ciências, tecnologia, engenharias e matemática

Estabelecer metas de expansão da formação em STEM (ciências, tecnologia, engenharias e matemática), incentivar financeiramente instituições que cumprirem objetivos, priorizar pesquisas de impacto científico e econômico e vincular bolsas de pós-graduação à relevância estratégica e ao uso responsável de recursos públicos.

05. Fomentar o patrocínio da iniciativa privada às universidades

Simplificar doações privadas com segurança jurídica e transparência e criar incentivos tributários para empresas e ex-alunos financiarem infraestrutura, laboratórios e bibliotecas, elevando a qualidade do ensino superior sem ampliar o gasto público.

06. Eliminar restrições às parcerias com o setor privado na educação profissional

Permitir parcerias amplas com o setor privado, autorizar vouchers educacionais, inclusive com recursos do FUNDEB, e estruturar cooperação com o Sistema S para ampliar vagas técnicas e profissionalizantes a estudantes da rede pública.

07. Integrar a formação profissional às demandas do mercado

Expandir o ensino técnico no Novo Ensino Médio, alinhar cursos às vocações locais, atrair profissionais do mercado para docência, usar dados do SINE-(Sistema Nacional de Emprego) para orientar escolhas e oferecer cursos técnicos gratuitos para aumentar empregabilidade.

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