
Gestão eficiente das universidades públicas e fomento ao ensino profissionalizante
Gestão técnica com meritocracia nas universidades e ensino profissionalizante conectado à demanda real do mercado.

Minha visão
Existe um abismo entre o que se ensina e o que o mercado precisa. Enquanto nossas universidades públicas muitas vezes se perdem em discussões político-ideológicas e má gestão de recursos bilionários, temos um apagão de mão de obra técnica no país. Temos jovens sem perspectiva de trabalho e empresas sem conseguir contratar profissionais qualificados.
A educação precisa ser a ponte para a dignidade e a renda. Defendo uma gestão técnica e eficiente nas universidades, focada em pesquisa de ponta e retorno à sociedade. Simultaneamente, precisamos resgatar com urgência o ensino profissionalizante, conectando escolas técnicas diretamente com o setor produtivo. O diploma deve ser uma ferramenta de transformação real de vida, não apenas um papel na parede.


Universidades públicas: durante minha graduação na USP e em atividades voluntárias mais recentes, observei com clareza o desperdício de recursos e a politização excessiva nas universidades públicas.
A gestão de recursos humanos e de ativos — como prédios, instalações e equipamentos — ocorre de forma fragmentada, muitas vezes desconectada das reais demandas dos alunos e da sociedade. Projetos se arrastam, investimentos perdem eficiência e faltam mecanismos rigorosos de acompanhamento de desembolsos, prazos e resultados.
Espaços públicos dentro das universidades são frequentemente ocupados e explorados comercialmente por entidades estudantis com forte viés político, sem qualquer transparência sobre receitas, contratos ou destinação dos recursos.
A gestão de segurança em muitos campi ainda opera como um sistema paralelo, com regras próprias e baixa integração com as forças públicas. O resultado é a tolerância a atividades ilegais — como o livre comércio e consumo de drogas em alguns departamentos —, a conivência de gestores com atos de vandalismo e um ambiente de insegurança, com assaltos e violência, que afeta alunos, professores e trabalhadores, comprometendo o papel das universidades como espaços de ensino e produção de conhecimento.
Sou favorável ao processo de cotas sociais, mas, da forma como foi implementado, ele se tornou um exemplo de política pública que tenta resolver problemas complexos por decreto, sem considerar o todo. Estudantes em situação de vulnerabilidade econômica — muitas vezes sem condições básicas de permanência e sobrevivência — são inseridos em um ambiente hostil e pouco acolhedor, o que contribui para ampliar os elevados índices de evasão.
É necessário avançar na fiscalização, na transparência e na profissionalização da gestão universitária, garantindo excelência acadêmica, responsabilidade institucional e eficiência na aplicação dos recursos.
Ensino profissionalizante: ao longo da minha trajetória profissional na indústria, vivenciei a dificuldade recorrente de formar e contratar mão de obra técnica qualificada. Essa escassez é estrutural e afeta diversos setores. Quase 25% dos jovens não estudam nem trabalham, evidenciando um descompasso entre o sistema educacional e as demandas reais da economia. Nas últimas décadas, observou-se a degradação do ensino profissionalizante. O programa Jovem Aprendiz trouxe oportunidades para alguns segmentos, mas, na prática, tornou-se um entrave ao desenvolvimento econômico e à ocupação produtiva de muitos jovens, ao impor obrigações pouco alinhadas às necessidades do mercado. É necessário reconstruir o ensino técnico, por meio da aproximação entre escolas técnicas, governos e setor produtivo, através de planos de longo prazo baseados em demanda real, empregabilidade e atualização tecnológica. Um ensino profissionalizante forte é essencial para ampliar renda, produtividade e inclusão social sustentável.
O QUE PENSO
UNIVERSIDADES PÚBLICAS - GESTÃO EFICIENTE
01. Assegurar permanência, nivelamento e sucesso acadêmico dos ingressantes por cotas sociais
Garantir a formação dos que ingressam nas universidades públicas paulistas por meio da concessão automática de bolsas de permanência, apoio efetivo à alimentação, transporte e moradia em valores compatíveis com o custo real. Conceder acesso a computadores e tablets. Tornar obrigatório o nivelamento técnico inicial, com programas estruturados de reforço acadêmico e implementar acompanhamento pedagógico contínuo ao longo da trajetória universitária, com metas de desempenho acadêmico, reduzindo evasão, reprovação e desperdício de recursos públicos.
02. Garantir segurança e cumprimento da lei nas universidades públicas
Integrar permanentemente a Polícia Militar à segurança dos campi, com presença ostensiva e atuação coordenada, substituindo gradualmente as guardas universitárias. Estabelecer protocolos claros de atuação, eliminar a permissividade com ilegalidades (vandalismo, comércio e consumo de drogas, furtos e assaltos) e assegurar um ambiente seguro, previsível e adequado ao ensino, à pesquisa e ao trabalho.
03. Profissionalizar a seleção de dirigentes e garantir neutralidade institucional
Reformar o modelo de escolha de dirigentes universitários, substituindo eleições internas por processos seletivos conduzidos por Comissões de Busca com participação de membros externos, com critérios técnicos, experiência comprovada em gestão e avaliação de desempenho. Selecionar lideranças por mérito e capacidade executiva, assegurando vedação à atuação político-partidária na condução administrativa
04. Regular e dar transparência ao uso de espaços universitários
Estruturar e regular concessões de espaços nos campi com contratos formais, finalidade definida, prazos e contrapartidas claras. Diferenciar cessões gratuitas e remuneradas, exigindo critérios objetivos, avaliação de interesse público e, quando houver receita, regras claras de remuneração, destinação dos recursos e prestação de contas pública e periódica.


05. Modernizar a gestão e a governança das universidades públicas paulistas
Transformar universidades em Organizações Sociais, impor limites fiscais, ampliar a transparência orçamentária com base em metas, indicadores de desempenho e divulgação pública detalhada de custos, contratos e resultados, assegurando neutralidade institucional, gestão técnica e foco acadêmico, priorizando eficiência do gasto e qualidade do ensino, pesquisa e extensão.
06. Abrir universidades à sociedade e gerar novas receitas
Ampliar a abertura dos campi à população, especialmente nos finais de semana, com uso para lazer e cultura. Estruturar museus e espaços de visitação com patrocínio privado e gestão profissional, e fomentar receitas por meio de eventos, serviços e parcerias, com reinvestimento estruturado nas atividades acadêmicas.
07. Implementar a meritocracia nas universidades públicas paulistas
Vincular parte do repasse orçamentário às taxas de conclusão — gerais e de ingressantes por cotas sociais — e à empregabilidade dos egressos, incluindo efetiva inserção no mercado de trabalho, pós-graduação com bolsa de pesquisa ou empreendedorismo formalizado. Instituir bonificação por desempenho institucional e remuneração variável para departamentos — docentes e servidores — com base em indicadores objetivos, comparáveis e auditáveis de excelência do ensino.
08. Integrar recursos e otimizar a estrutura acadêmica
Permitir a gestão integrada de ativos entre instituições (laboratórios, equipamentos e infraestrutura), estimular a mobilidade e o compartilhamento de docentes entre universidades e reduzir duplicações, aumentando eficiência operacional, ampliando acesso a especialistas e melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.
09. Fomentar o patrocínio da iniciativa privada às universidades
Simplificar doações privadas com segurança jurídica e transparência e ampliar a previsibilidade regulatória para doadores, criando incentivos tributários para empresas e ex-alunos financiarem infraestrutura, laboratórios e bibliotecas, elevando a qualidade do ensino superior sem ampliar o gasto público.
10. Aumentar a proporção de cursos em ciências, tecnologia, engenharias e matemática
Estabelecer metas de expansão da formação em STEM (ciências, tecnologia, engenharias e matemática), incentivar financeiramente instituições que cumprirem essas metas, priorizar pesquisas com impacto científico e econômico e vincular bolsas de pós-graduação à relevância estratégica e ao uso eficiente e responsável de recursos públicos.
11. Garantir uso democrático e fiscalização efetiva dos espaços
Implementar fiscalização contínua sobre o uso dos espaços, coibindo irregularidades e desvios de finalidade. Assegurar que não sejam capturados por grupos organizados ou utilizados de forma excludente, garantindo acesso equitativo, pluralidade de ideias e liberdade de expressão.
ENSINO PROFISSIONALIZANTE
01. Eliminar restrições às parcerias com o setor privado na educação profissional
Permitir parcerias amplas com o setor privado, viabilizar vouchers educacionais, inclusive com recursos do FUNDEB, e estruturar cooperação com o Sistema S para ampliar vagas técnicas e profissionalizantes a estudantes da rede pública.
02. Integrar a formação profissional às demandas do mercado
Expandir o ensino técnico no Novo Ensino Médio, alinhar cursos às vocações locais, atrair profissionais do mercado para docência, usar dados do SINE-(Sistema Nacional de Emprego) para orientar escolhas e oferecer cursos técnicos gratuitos para aumentar empregabilidade.

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Marcelo Faro
Engenheiro, gestor e um cidadão indignado. Trabalhando para trazer a eficiência e a seriedade da iniciativa privada para a gestão pública. Por um Brasil com mais mérito e menos privilégios
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